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Parceria com a SONY

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CTA Eletrônica entra em parceria com a SONY:

O dia 19 de dezembro de 2005, será lembrado como uma data histórica, pois nas dependências do Buffet Giselli, zona leste de São Paulo, e durante a festa de premiação dos melhores alunos e técnicos de 2005, o Sr. Manuel Costa, coordenador de treinamento da Sony do Brasil, nos surpreendeu com o anúncio de que a Sony estará a partir de 2006, indicando oficialmente a CTA Eletrônica, como escola de formação técnica para suas assistências autorizadas.

Todo o processo começou há meses atrás, quando o departamento técnico da Sony sentiu a necessidade de melhoria na formação básica dos técnicos que compõem as empresas autorizadas.

Há alguns meses, o departamento técnico da CTA Eletrônica, já havia visitado uma série de indústrias, visando a divulgação da metodologia que seria empregada no processo de avaliação ABRASA, que geraria a emissão da carteirinha e CERTIFICAÇÃO TÉCNICA em níveis I, II e III.

Após a visita da CTA Eletrônica ao departamento técnico da Sony, localizada na Barra Funda, São Paulo onde foi demonstrado o método de ensino, além do processo de acompanhamento diário (blocos de exercícios), resultou quase de imediato a visita do pessoal técnico da Sony às dependências da CTA Eletrônica, no Tatuapé - zona leste de São Paulo, onde por vários meses e após o acompanhamento de diversos treinamentos, foi decidido pela formação desta parceria visando melhorar o nível de conhecimento e raciocínio de seu corpo técnico (empresas autorizadas).

O trabalho de visitas à CTA e acompanhamento de alguns cursos, foi feito pessoalmente pelo Sr. Manuel Costa, que se disse surpreso não só pelo método, bem como pelo resultado dos alunos.

O coordenador de cursos da CTA Eletrônica, o Sr. Mário Pinheiro, declarou que em seus 30 anos de atuação na área de eletrônica, nunca viu uma parceria deste tipo, o que aumenta em muito a responsabilidade da CTA, em responder a altura as expectativas desta multinacional tão exigente e de tanta qualidade.

Mário Pinheiro disse ainda que a CTA Eletrônica agilizará a implantação das franquias em várias capitais para o ano de 2006 e 2007, além da intensificação do treinamento via internet (e-learning) que está sendo feito em parceria com a Fundação Bradesco, tudo isto para atender às necessidades não só da Sony, mas de outras indústrias que durante o ano de 2005, manifestaram interesse de formar parcerias com a CTA Eletrônica.


HISTÓRIA DA SONY

A Sony é uma das empresas mais admiradas do mundo, e o carismático Akio Morita, falecido em 3 de outubro de 1999, foi um dos gestores mais marcantes deste século, e sua alma sobrevive em cada produto Sony consumido em qualquer parte do mundo. Juntamente com Masaru Ibuka, ele esteve na origem de uma das mais notáveis histórias empresariais do século.

Akio nasceu em 1921 com um destino predeterminado: ser o herdeiro do negócio de sake da abastada família Morita. Contudo, entusiasmado pela música clássica ocidental, que ouvia regularmente, e pelas revistas eletrônicas nipônicas, de que era assinante assíduo, o jovem Morita desde cedo começou a interessar-se pela eletrônica, e em particular pela alta fidelidade. Por isso, optou por estudar Física na Universidade Imperial de Osaka.

Após concluir a licenciatura, em 1944, com boas classificações, foi admitido como tenente na Marinha Imperial e iniciou a sua vida profissional no Centro de Pesquisa Naval Japonês.


As origens da Sony

Akio decidiu abandonar a carreira militar dedicar-se inteiramente a projetos e desenvolvimento eletrônico com o amigo Masaru Ibuka. Assim, em 1946 nascia a Tokyo Tsushin Kogyo (Empresa de Comunicações de Tóquio), que teve o apoio financeiro do pai de Morita. A primeira aposta foi o lançamento de um inovador leitor de fita magnética, concebido para o mercado emergente do ensino da língua inglesa, que teve uma enorme aceitação junto das escolas e universidades locais. Mas o mercado japonês ainda sofria os efeitos devastadores da guerra. Logo, a maioria dos consumidores não dispunha de meios financeiros para comprar eletrônica sofisticada. A alternativa foi a de avançar para o exterior em particular para os Estados Unidos, o que os levou a alterar a designação da empresa para Sony (do latim sonus, som).

Além da marca forte, faltava encontrar um produto revolucionário.

O rádio transistorizado foi a arma escolhida para o ataque aos mercados internacionais. A Sony licenciou um extraordinário invento dos laboratórios Bell, o transístor, e em 1954 tornou-se a primeira empresa de eletrônica de consumo a criar uma aplicação prática baseada no novo componente. Os pequenos e resistentes rádios portáteis da Sony depressa conquistaram os consumidores em todo o mundo e estabeleceram uma reputação de qualidade e de inovação para a empresa.

Uma vez compreendida a fórmula do sucesso, não faltou imaginação para a reaplicar: em 1960 surgiu a primeira televisão transistorizada do mundo, em 1962 a primeira televisão miniaturizada, em 1968 a primeira televisão Trinitron, em 1969 o sistema de vídeo U-Matic, em 1975 o primeiro sistema de vídeo para o lar Betamax e em 1979 o famoso walkman. A história deste último produto, em particular, é bem reveladora da maneira de trabalhar na Sony e do carácter de Akio Morita.


O caso walkman

Em 1977 a Sony tinha lançado o Pressman, um pequeno gravador portátil monofônico vocacionado para utilizações jornalísticas. Devido às suas reduzidas dimensões, não era possível incorporar as componentes do som estereofónico no aparelho, pelo que a qualidade sonora nunca conseguiu respeitar os elevados padrões de exigência dos técnicos da empresa.

As frequentes tentativas de compatibilizar um som de melhor qualidade com a capacidade de gravação teimavam em não dar frutos. Por feliz coincidência, Masaru Ibuka, no decurso de uma conversa com os seus engenheiros, reparou no aparelho incompleto e lembrou-se de outro dispositivo que estava a ser desenvolvido em simultâneo pela Sony, os pequenos fones de ouvido.

A combinação do leitor de cassetes sem capacidade de gravação com os auscultadores portáteis deu origem a um novo produto, que permitia a uma só pessoa ouvir som de alta qualidade. Curiosamente, este conceito inovador pareceu absurdo a todos os membros da divisão áudio da Sony. A noção de música individualizada contrariava os hábitos de audição da época e não era claro que o mercado estivesse receptivo a um produto tão diferente. Desafiando os colaboradores, Ibuka decidiu submeter o aparelho à apreciação de Akio Morita, que depressa ficou convencido dos méritos da ideia.

Apesar da oposição de alguns departamentos da empresa, que consideravam a ausência da capacidade de gravação uma grave deficiência, os dois fundadores da Sony decidiram avançar com um projeto para o desenvolvimento do walkman.


Estratégia de marketing

Persistia, no entanto, uma questão polêmica: Morita insistia em posicionar o aparelho para o segmento dos jovens e adolescentes, o que implicava estabelecer um preço de venda inferior a 35 mil ienes. Só que a produção do protótipo custava 50 mil ienes. E como a divisão áudio era avaliada em função dos lucros, todos se opunham às intenções do líder. Após várias discussões entre Morita e os engenheiros de produção, acordou-se o preço final de 33 mil ienes, de forma a coincidir com o 33.º Aniversário da Sony.

Para tornar o walkman acessível ao segmento-alvo foi ainda decidido simplificar o seu design e manter as despesas promocionais sob controle, com vista a reduzir os custos de fabricação e comerciais. A data de lançamento foi fixada para o dia 1 de Julho de 1979, quatro meses depois da reunião. Para qualquer outra empresa, este prazo seria impossível de cumprir, mas os engenheiros da Sony já estavam habituados a lidar com situações de extrema pressão e souberam dar conta do recado. O elevado grau de descentralização operacional da Sony foi algo decisivo.

A expectativa de vendas mais otimista de Morita era de 60 mil unidades. Mas o responsável pela produção, antecipando um fraco desempenho comercial, limitou a produção inicial a 30 mil unidades. Por outro lado, foi atribuído um orçamento de marketing bastante reduzido, pelo que a campanha de lançamento do walkman se baseou em ações de relações públicas coordenadas por Akio Morita: foram oferecidos aparelhos às Morita: foram oferecidos aparelhos às principais celebridades da música, arte e desporto locais. As informações para a imprensa foram difundidas em cassetes, em vez de papel, e foram desenvolvidas ações de promoção nos principais parques de Tóquio. A originalidade das diversas iniciativas levadas a cabo conseguiu, de fato, conquistar a imprensa local e proporcionou à Sony uma extraordinária cobertura jornalística.

Em simultâneo, os walkman foram postos à venda em todos os revendedores tradicionais de produtos de eletrônicos, ou seja, em canais onde a Sony já comercializava os seus produtos.


Reposicionamento do produto

Apesar deste conjunto de esforços, no final do primeiro mês de vendas (julho) nem um único walkman tinha sido comprado. O mês seguinte confirmou este panorama desolador. Foi preciso esperar por setembro para a procura explodir: as 30 mil unidades desapareceram das lojas!

A análise ao insucesso inicial do walkman permitiu concluir que o segmento-alvo escolhido não era o mais correto. Quem estava a adquirir os walkman não eram os jovens, para quem toda a comunicação tinha sido dirigida, mas sim os yuppies (young urban professional - profissional jovem urbano). Perante esta constatação, Akio Morita optou por reposicionar rapidamente a publicidade do walkman para os yuppies, na esperança de atingir, por arrastamento, a generalidade dos jovens.

O fenómeno de vendas do walkman rapidamente chamou a atenção da concorrência, que começou a fazer aparelhos em tudo idênticos ao inovador produto da Sony. Em resposta, a empresa lançou o walkman ii, um aparelho ainda mais sofisticado cujo tamanho era de tal modo reduzido, que apenas ultrapassava ligeiramente as dimensões de um cassete. Foram também efetuadas melhorias no sistema de som, no design dos fones de ouvido e na duração das pilhas, preservando desta forma a liderança tecnológica no setor. A completa renovação do produto no breve espaço de um ano revelou a grande visão comercial de Morita, que rapidamente tornou obsoleta as ofertas da concorrência.

Em paralelo, a Sony passou a segmentar a sua gama de walkman, criando versões para desportistas, para a neve, para a água ou para crianças, em diversas cores e formatos.


Expansão internacional.

Em Outubro de 1979 o walkman foi introduzido nas filiais da Europa, América e Austrália.

Através da renovação dos seus produtos e da expansão internacional, a Sony não só conseguiu diferenciar-se dos competidores como também fez crescer o mercado mundial para níveis inimagináveis. O principal problema da empresa deixou de ser a conquista dos consumidores, mas sim o aumento da capacidade de fabricação para acompanhar o crescimento da procura. Entre 1980 e 1981, a produção de walkman aumentou de 30 mil para 250 mil unidades por mês.

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